Gre-Gre marca o clássico 422 na Arena

Incontestável

Supremacia do Grêmio. Técnica, individual, coletiva e anímica. Do primeiro ao último suor do clássico 422. Pena a falta de capricho nas conclusões, do contrário, os 2 a 0 poderiam se transformar em nova goleada na Arena. Matheus Henrique o grande valor individual liderando as ações de posse, controle e chegava à frente.

Resumo da ópera

A distância atual entre a dupla é tão abismal que o tricolor sobrou sem muito esforço. Após a expulsão de Marcelo Lomba, a lógica se transformou em protocolo: 2 a 0. Eis o Gre-Gre do dia 03/11/2019!!!

Entretanto…

O tricolor possui virtudes notáveis, mas clama por algumas evoluções, principalmente na peça ofensiva se quiser voltar a conquistar grandes títulos em 2020. Ontem, por exemplo, novamente faltou posse de bola mais aguda, vertical, incisiva e com profundidade. Mesmo com domínio territorial absurdo e com praticamente quatro atacantes em campo os gols da vitória foram de Geromel — após bola parada lateral, e de um volante reserva quando o duelo já era 11×10. É preciso tirar lições, sempre! Principalmente nas vitórias.

Estrela

Quando Maicon lesionou, 31 em 30 gremistas defendiam o ingresso de Darlan, para manter o jogo apoiado. Renato justificou a presença de Rômulo pela bola aérea defensiva, a única ameaça do Inter. A leitura precisa do comandante ainda foi brindada com um gol do camisa 13, de cobertura, de fora da área, de pé esquerdo. Bendita estrela!!!

Matheus Henrique ditou a supremacia do tricolor no clássico 422 – Foto: Lucas Uebel – Grêmio oficial

Movimentação

Com Éverton, Luciano, Alisson e Tardelli, é fundamental a movimentação para confundir a marcação rival e, sobretudo, para amenizar a falta de um camisa 10. No segundo tempo, o tricolor avançou um pouco no expediente, mas nada que tenha garantido muita brilhatura tática. O Grêmio amassou ancorado na qualidade técnica de suas individualidades na singela variação do 4-2-3-1 para o 4-4-2. E, principalmente, na consagração da velha máxima “futebol se ganha é no meio-campo”.

Prancheta

A escalação de Zé Ricardo seria digna de justa causa. É inconcebível o colorado entrar em campo para a disputa de um Gre-Nal na casa do adversário tendo uma linha de 3 composta por Guilherme Parede, Neílton e Wellington Silva. Futebol, antes de mais nada, requer qualidade – embora a fase pavorosa de algumas individualidades. Em condições normais, o tricolor já seria favorito. Imaginem quando as escalações foram divulgadas. Pelos atletas disponíveis, o Inter poderia e deveria ter ofertado muito mais resistência ao tricolor. Sobretudo no quesito tático.

Memória

Futebol requer tempo, rotina, repetição e insistência. Por mais que o 4-2-3-1 contra o Bahia tenha elevado as ações ofensivas do time, a repetição do tripé com Lindoso, Edenílson e Patrick garantiria maior robustez ao colorado e até chegada à frente, com Edenílson. No 4-2-3-1, o camisa 8 virou um mero carimbador de bola. Após o cartão amarelo, aliás, perdeu inclusive intensidade na marcação, sobrecarregando ainda mais Lindoso e a linha defensiva.

Tática x Estratégia

Se fosse pra jogar com linhas baixas e especulando o contragolpe, o 4-1-4-1 com o tripé de volantes seria o mais indicado, aliás, é o sistema que entregou melhor desempenho ao colorado nas últimas duas temporadas. No último terço, eu não abriria mão do arremate de Nico López, sobretudo pela insegurança de Paulo Victor. Menção honrosa a Rodrigo Moledo. Neílton saiu para a entrada de D’Ale. Dos “patinhos feios do elenco”, o camisa 17 é quem mais pode entregar ofensivamente. Mais um equívoco de Zé Ricardo.

Simbologia

A perna pesa, a idade castiga, mas D’Alessandro precisaria começar o Gre-Nal. Primeiro pela qualidade técnica superior em relação aos outros 11 escalados. Em segundo, pela capacidade de articulação, transição e “respiro” da equipe. Por último, pela simbologia de um clássico fora de casa. Em tempo: Paolo Guerrero precisa jogar mais, sem dúvidas!!! Mas, por favor: não ignoremos o fato de que o camisa 9 não é abastecido…

Identidade

O Inter é uma equipe que alcançou resultados acima do esperado jogando com a “corda esticada”. Se não repetir o ‘espírito’, até mesmo a pré-Libertadores começa a se distanciar. Guerrero, Nico, Sóbis, destemperamento de Lomba… Tem muita ‘fumaça’ no vestiário. Alô, Rodrigo Caetano!!! Seria também um trabalho para Marcelo Medeiros e Roberto Melo, mas deixa quieto…


																					
														
															

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