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Grêmio de Renato e a “farta colheita” no Maraca – Futebol Além do Resultado

Grêmio de Renato e a “farta colheita” no Maraca

Castigo divino

O Grêmio foi achincalhado pelo Flamengo. Para dizer o mínimo! Querendo ou não, o vexame foi um justo castigo a Renato pela prepotência, empáfia, arrogância e escolhas equivocadas (Viva André!!!) ao longo dos últimos três anos. Às vezes demora um pouco, mas os deuses da bola são implacáveis.

Questão de justiça

Renato é teimoso e peca pelo conservadorismo tático: refém do 4-2-3-1 com singela variação para o 4-1-4-1 como ocorrido no Rio de Janeiro. Quantas vezes suplicamos por variações no desenho que, entre outros, legassem mais liberdade a Éverton Cebolinha??? Nas opções individuais, porém, Michel e Paulo Miranda foram acertos, já que o planeta inteiro reconhecia a superioridade técnica do time de Jesus, ainda mais frente aos desfalques do tricolor e a insuficiência na camisa 2. A falha de Paulo Victor, porém, jogou pelo ralo o planejamento ainda no primeiro tempo.

Ironias

Renato muita vezes é ovacionado por ser bom de vestiário, paizão, motivador, ter a linguagem dos boleiros. Contra o Mengão, entretanto, o time entrou desligado tanto no primeiro tempo da Arena, quanto no segundo do Maraca, o que contribuiu e muito para dois dos maiores “chocolates” do futebol contemporâneo. Aliás, uma das evoluções de Renato em relação ao Grêmio de Roger era a bola parada defensiva. Ontem foram três gols vindos das alturas.

Grêmio “colheu” o que seu treinador vinha plantando há 3 temporadas – Foto: Lucas Uebel – Grêmio Oficial

Incoerência

Futebol não é apenas um ato ofensivo. Não existe demérito em defender-se. Ter menos posse de bola não é sintoma de time pequeno. Jogar fechado e sair em contragolpe (modelo reativo) é estratégia óbvia e questão de sobrevivência contra adversários tecnicamente superiores. Contra o Flamengo, Renato utilizou-se das mesmas ferramentas que tantas vezes criticou nos adversários. “A maioria dos times joga apenas pelo resultado. O futebol brasileiro está morrendo”, disse mais ou menos assim, domingo, em claro ataque a Roger Machado. Contra time fechado? Repertório ofensivo! Eis uma aula de Jorge Jesus.

Aliás

Voltando ao balanço: Flamengo, River Plate e, sobretudo, Real Madrid, eram superiores ao Grêmio. OK! Entretanto, o que Renato fez para amenizar a superioridade dos rivais??? É justamente contra adversários poderosos que cresce a importância da mão do treinador.

É antipático, mas…

O que Renato fez para manter o Grêmio no topo? Quase nada!!! Foto: Lucas Uebel – Grêmio oficial

A Libertadores 2017 foi atípica em matéria de dificuldade. O Grêmio exerceu com maestria seu favoritismo contra adversários sem bola, tampouco tradição. Sempre alertamos para o excesso de euforia. Melhor time do Brasil nos últimos três anos??? Calma!!! Talvez as virtudes do time não aparecessem tanto contra adversários mais capacitados – embora fosse uma senhora equipe, com espinha dorsal de seleção. Sem desfazer a conquista justa e meritória, repetimos.

Camisa 9

A gremistada está pedindo a cabeça de André. Não sabia, porém, que o centroavante se auto-escalava. Idolatria tem limites, não? Contra o Mengo, Tardelli deveria ter jogado. Não apenas pela experiência, mas também pelo contra-cheque. Uma hora o camisa 9 precisará justificar o milionário investimento, ou ao menos, precisa entrar em campo. Pepê também era alternativa, mas Renato insistiu uma vez mais com a solução nati-morta de André.

Direção

Romildo é o maior presidente da história do Grêmio, já que Fábio Koff não tem comparação. Foto: Lucas Uebel – Grêmio oficial

A diretoria capitaneada por Romildo Bolzan Júnior é merecedora de inúmeros elogios, mas o time possui algumas defecções “históricas” jamais atacadas pelos cartolas. Laterais, Camisa 9 e goleiro, principalmente. A única evolução foram as reposições para a defesa: Paulo Miranda e David Braz! Sem falarmos que muitos “reforços” foram pedidos pessoais de Portalupi. Mais um erro da direção: dar a Renato poderes além do comando técnico. Em tempo: não é moral trocar as regras com o “jogo” em andamento, né presidente? Principalmente se for em benefício próprio!!! A segunda reeleição de Bolzan será um escárnio!!!

Em tempo

O tricolor vive o dilema dos elencos vencedores: renova com os mesmos jogadores, ofertando aumento salarial, como uma espécie de “bônus” pelas taças erguidas. Todavia, a folha inflaciona sem acrescentar qualidade ao elenco. Para 2020 é preciso uma oxigenação e tanto no vestiário. Já passou da hora do tricolor deixar 2017 no passado, embora tenha sido um ano literalmente IMORTAL.

Em 2019, Luan parece um ex-atleta em atividade – Foto: Lucas Uebel _ Grêmio oficial

Lesões

Em 2016, a lesão de Bolaños fez Renato fazer o óbvio: escalar Luan centralizado atrás do centroavante, e não como extrema. Em 2017, as lesões de Maicon e Marcelo Oliveira obrigaram Renato a “engolir” Arthur e Cortez. Em 2018, sem Ramiro, Renato foi obrigado a escalar um atacante na ponta-direita: Alisson. Em 2019, com Rômulo no DM, o comandante não teve escapatória: precisou bancar Matheus Henrique entre os 11. Contra o Flamengo, porém, a diferença técnica era tão grande que nem o ‘destino’ vestiu azul, branco e preto.

Cereja do bolo

Na coletiva, pós-jogo, Renato tergiversou e enalteceu os R$ 200 milhões investidos pelo Flamengo. É claro que um orçamento é fator desequilibrante, mas faltou dizer que a circulação de bola, a paciência, a mobilidade ofensiva, o repertório tático e a marcação avançada revelam méritos inegáveis da comissão liderada pelo português Jorge Jesus. Com Abel Braga, o Mengo não era nem sombra do que é hoje…

Desafio ignorado

Desde o ano passado acreditamos que o ciclo de Renato já se esgotou no tricolor. Foto: Lucas Uebel – Grêmio oficial

Mais difícil que chegar ao topo é manter-se nele. O que Renato fez para honrar a sagrada oportunidade após a conquista da Libertadores 2017??? Bem pouco, quase nada. Pelo contrário: a cada cobrança mais forte da imprensa (algo raro, aliás), o treinador devolvia com clichês, bravatas, provocações e lembrava dos títulos conquistados. Por essas e outras, o Grêmio de Renato, dentro e fora de campo, teve uma justa e farta colheita no Maior do Mundo. Que sirva de lição…

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