Grêmio entre o ‘chocolate’ e a Imortalidade. Ufa!!!

Um dos maiores chocolates da história do futebol contemporâneo com transmissão de canal aberto e narrado pelo Galvão Bueno.

A derrota de 1 a 0 já seria motivo pra carreata na Goethe. Imaginem o empate…

Ontem o VAR (no lance de Michel, se o jogo fosse no RJ ele seria expulso, concordam???) e os deuses da bola vestiram azul, preto e branco. Ainda bem que o futebol não é um ato de justiça. Ufa!!! Eis o que foi o jogo. Poucas vezes um resultado foi tão mentiroso.

Me surpreende que Renato não tenha criado um antídoto pra mobilidade ofensiva do Flamengo. Será que ele descobriu somente durante o jogo??? Antes da partida, humildemente, sugerimos Michel quase como terceiro zagueiro pra criar superioridade numérica na marcação a Gabigol e Bruno Henrique.

Mesmo com vasto tempo de treinamentos e descanso, o #Grêmio foi caricato frente a uma Arena lotada, incrédula e calada. No Esporte Espetacular, domingo, Renato desfilou verborragia ao cultuar a posse de bola e o futebol ofensivo. Na quarta, o adversário teve 59% de posse de bola, 3 gols anulados e um volume e repertório dignos de cartilha. Tudo isso na capital dos gaúchos!!!

Durante o intervalo, o “puxão de orelha” e a remobilização deram resultado e o tricolor, enfim, entrou em campo. Ironia que gol do Flamengo surgiu logo após Diego Alves fazer duas defesaças. Circulação de bola, paciência, mobilidade, inversão de jogo. Gol!!!

Flamengo oficial

O Grêmio pode calar o Maraca como fizera em 97, mas o maior problema do tricolor é a mecânica de jogo. Engessada, previsível e refém das individualidades. Ceboladependente!!! Sem Jean Pyerre, então, o time perdeu o híbrido “articulador-terceiro-homem”. Há tempos defendemos alternativas ao 4-2-3-1 que bateu no teto. Thaciano pedia passagem, inclusive ontem, no segundo tempo. A grande massa ironiza, mas peca por ignorar uma das regras mais elementares na arte de chutar a bola: “futebol se ganha, se perde e se empata é no meio-campo”.

A presença de mais um “marcador” robusteceria o time e reduziria o prejuízo pelas ausências catastróficas de Geromel e Leonardo Gomes (Aliás, dia 23 Paulo Miranda precisa ocupar a camisa 2). Outra saída é a migração pro 4-1-4-1 com Michel, Matheus e Maicon ou Pyerre. Além de investir na posse e no controle, cumpriria outro papel: dar liberdade aos homens de frente, sobretudo, ao extraclasse para os padrões tupiniquins da atualidade: Éverton!!!

O gol de Pepê quando o Flamengo já cansava e tinha Filipe Luís caído no campo ofensivo, devolve o tricolor ao sonho do inédito Tetra da Libertadores para o futebol verde e amarelo. Mesmo sem merecimento.

O time de Jorge Jesus jogou para golear em ritmo de coletivo, liderado pelo camisa 10 surgido nas Laranjeiras e transformado em segundo homem na Europa, Gerson!!! Que jogador!!!! Alô, Tite!!! O Mengão produziu para golear em ritmo de coletivo. Não o fez. Vacilou.

Agora, o Grêmio se revigora, como se fosse a cambaleante Itália nas Copas do Mundo. Assim como fizera após um início de competição vexatório. A semifinal está aberta. Incrível e espantosamente aberta, como somente o futebol é capaz de proporcionar. Mas nem sempre o imponderável ajudará.

É preciso jogar futebol a partir de uma correção na mecânica. Antes tarde do que nunca… Renato, Renato!!! Menos polêmica e mais trabalho. Convoque o auxiliar Alexandre Mendes ‘praquele’ bate-papo ao pé do ouvido sobre tática, ação coletiva, riscos e oportunidades.

A IMORTALIDADE tem limites!!!!

Saudações boleiras!!!! E um brinde ao Futebol Além do Resultado…

Att;
SAUL Teixeira
Jornalista e pitaqueiro de Futebol

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