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Grêmio e o triunfo dos ‘pontos corridos’ no Gauchão 2019 – Futebol Além do Resultado

Grêmio e o triunfo dos ‘pontos corridos’ no Gauchão 2019


Desempenho

Os números não mentem: o título do Gauchão 2019 está nas mãos da equipe que teve o melhor desempenho. Embora a fragilidade dos adversários, o Grêmio manteve a regularidade pra exercer o favoritismo com um futebol, em regra, ofensivo e esteticamente intocável. Em muitos casos chegou a dar espetáculo inclusive com seu time alternativo – aliás, muitas vezes melhor escalado que a equipe principal. Matheus Henrique e Jean Pyerre “cavaram” a titularidade justamente nos gramados embarrados do interior afora. Pepê foi outro expoente. Paulo Victor o herói improvável.


Resumo da ópera

Se o campeonato fosse de pontos corridos, me somaria a justa euforia da nação de Três Cores. Como a fórmula previa mata-morre, a atuação coletiva do Grêmio foi decepcionante nas finais contra o Inter. Mesmo talhado em grandes jogos, com maior tempo de conjunto, opções superiores no banco de reservas e 50 mil pessoas na Arena, o tricolor não conseguiu corresponder às expectativas. A distância que muitos acreditam existir entre a dupla GreNal não apareceu em 180 minutos. É preciso debater o porquê o caneco veio somente nos pênaltis…



Neutralização

Novamente o tricolor se entregou facilmente à marcação adversária, viu o rival tecnicamente mais frágil jogar melhor em plena Arena e escancarou a falta de repertório ofensivo. Alô, Renato! Em tempo: jogar melhor é diferente de jogar bonito! O colorado foi perfeito em 50% da estratégia: neutralizar o rival. Se defender bem não é coisa de time pequeno, pelo contrário, é obrigação dos grandes. Ceder generosos espaços ao adversário, sim, que é sintoma de fragilidade. Faltou, porém, a porcentagem da ousadia nas substituições e o contragolpe. O título gremista também passou pelo ‘medo’ de perder de Odair Hellmann.


Futuro

A proposta “pra dentro deles” ilustrada pela escalação de Alisson nos dois jogos não surtiu efeito. Na mecânica atual Renato manda a campo uma formação quase no 4-2-4. Resultado: cede muito espaço aos adversários na intermediária/entrelinhas e isola os atacantes.

Engrenagem


Maicon e Matheus Henrique estão titulares pra repetir a saída qualificada dos áureos anos de 16 e 17. Por problemas físicos, Maicon protagonista não existe mais. Matheuszinho é promissor, mas logicamente não é Arthur. Com isso a posse de bola do Grêmio tem sido improdutiva e nada vertical embora grande parte da torcida gremista tenha enxergado que “somente o Grêmio jogou para ganhar”. Até Ramiro faz falta no controle e transição. Já passou da hora dos laterais participarem da construção das jogadas.

Repertório

Há 300 anos falamos: o Grêmio é carente de repertório tático. Uma singela variação para o 4-1-4-1 poderia devolver naturalidade ao futebol do Grêmio. Michel na contenção, com Matheus e Maicon/Pyerre à frente com mais liberdade para as tarefas de criação. Com isso os atacantes não teriam tanta responsabilidade na recomposição e poderiam elevar as ações ofensivas do time. Aliás, alguém entende o arquivamento de Marinho? Aliás, não estaria na hora de Maicon ser submetido aos “treinos físicos” de Luan????

FAKE News

A direção e Renato não tiveram “cabelo no peito” para fazer o óbvio: sacar Luan dos titulares. Inventaram um folhetim em que o camisa 7 carecia de treinos físicos. Na final, o outrora Rei da América aparece no banco de reservas. Renato, por sua vez, o coloca em campo como “Solução Mágica”. Luan mal toca na bola e se omite de cobrar um dos pênaltis decisivos. Eis mais um capítulo folclórico para a recheada biografia de Portalupi. Repetindo: Grêmio paga salário de protagonista para um jogador que há tempos vive de lampejos!!!!

Limite

A flauta entre RACIONAIS é sempre salutar. Parabéns a gremistas e colorados que consagram o alto nível nas brincadeiras. Todavia, repetimos: é quase um ‘escândalo’ o Grêmio institucionalizar a flauta através do “Minuto de Silêncio” proferido pelos próprios jogadores. Não é legal entre profissionais. Cada um no seu quadrado!

Ufa!

Um time da grandeza do Grêmio não pode ficar 12 anos sem conquistar o Bi num campeonato que é disputado apenas por dois favoritos. A cada Gauchão aumenta ainda mais a importância de Sir Romildo Bolzan Júnior na retomada da grandeza do Grêmio dentro de campo. Time grande que se preze precisa ganhar tudo que disputa: inclusive o malfadado Gauchão.

Fim de papo

O título é incontestável!!! Entretanto, os ajustes que defendemos que sejam necessários, bem como a campanha acidentada na Libertadores, até agora, consagra a máxima do saudoso cronista Wianey Carlet: “GAUCHÃO É ENGANA BOBO”. Assim como posse de bola improdutiva e vitória na final somente nos pênaltis. Fica o alerta!!!! Parabéns à nação de TRÊS CORES pelo justo título do Gauchão 2019. E um brinde ao Futebol Além do Resultado.

Fotos: Grêmio oficial

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