Grêmio 2019 e o desafio da ofensividade

Louvável exceção

Há tempos o Grêmio clama por uma formação mais aguda. Renato, porém, segue escalando um volante projetado na linha de três meias.  Seja no time principal ou no alternativo. Na estreia do Gauchão foi Caio. No futuro será Montoya. Na segunda rodada contra o Aimoré a tendência é que Marinho seja a exceção ao ocupar o flanco pela direita! Tomara que dê liga. Sempre lembrando que futebol requer sequência.

Lições do gramado

O 4-2-3-1 com o hoje corintiano Ramiro à direita deu frutos, ajudou a conquistar taças, mas pra tudo na vida existe um prazo de validade. A mecânica em partidas longe da Arena e contra adversários qualificados pode e deve ser mantida como alternativa, mas dentro de um repertório tático. Não pode mais ser regra.  Eis a lição do gramado desde a semifinal do Mundial 2017 contra o Pachuca.

Compensação

O amigo e leitor Rudson Borges ajuda no debate: “Quando joga com Léo Moura até tendo entender. Mas quando o titular é o Leonardo Gomes falta velocidade, profundidade e qualidade pelo lado”. O titular deste blog concorda em gênero, número e grau. A escolha do Renato se justificaria se houvesse uma compensação ofensiva: laterais projetados ou um volante que pisasse na área. Como não é o que ocorre, o time se engessa facilmente na fase ofensiva.

Fato novo

O meia Jean Pyere é incomum. Mesmo quando todos apostavam as fichas em Matheus Henrique ou em Patrick como sucessor de Arthur no quesito ‘estrela da base em ascensão’, citávamos que o camisa 31 parece mais pronto. Retenção de bola, visão de jogo, qualidade no passe, virtude na bola parada e conclusão de média distância foram algumas virtudes apresentadas pelo garoto na estreia. Se continuar nesta levada tem tudo pra brigar entre os 11.

Mercado

A balança comercial gremista me parece com saldo favorável. As chegadas de Montoya e Vizeu demonstram acréscimo técnico em relação aos antigos titulares. Ainda há espaço para a chegada de um lateral-direito. Rômulo é opção numa proposta de meio mais defensiva. A ascensão de Pyerre supre a saída de Douglas e a não vinda de Thiago Neves.  A reintegração de Rafael Thyere para a zaga demonstra acerto. Na camisa 1, porém, a saída de Grohe é arrasa quarteirão. Cabe a Paulo Victor e a Júlio César provarem o contrário.

 

Fotos: Lucas Uebel / Grêmio oficial

Adicionar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *