Grêmio de Renato e a ‘lua de mel’ com os microfones

Abuso

É claro que a eliminação na Libertadores foi um duro golpe, o que dificulta o foco num brasileirão que há tempos já tem seu campeão virtual. Mas Renato poderia ajudar escalando os melhores e mantendo o acerto das partidas anteriores. Aliás, algo elementar até na várzea. Embora viva ‘lua de mel’ com a torcida e com grande parte da imprensa de Porto Alegre, a negação das lições do gramado, o “bruxismo” e a teimosia seguem sendo marcas do maior ídolo da história do tricolor. Renato (às vezes) abusa do direito de ser Renato!

Insistência

A presença de Ramiro na linha de meias era a crônica do fracasso anunciado. Seja por bruxismo e/ou conservadorismo, Renato novamente abraçou a teimosia. Por maiores serviços que tenha prestado, o declínio técnico e físico do camisa 17 é evidente. E o pior de tudo: havia opção superior no banco. Trata-se de Alisson. Atacante de formação, sua presença garante fluidez ao 4-2-3-1.

Chape

Renato encontrou o quarteto ideal no segundo tempo, no último domingo, com Pyerre, Alisson, Éverton e Jael. Sem Maicon, o comandante foi ‘obrigado’ a escalar Cícero de volante. Do contrário, seria provável que o camisa 77 fosse o armador. Ramiro deve brigar por vaga na volância ou na lateral. Cícero é volante. Ponto final. Eis algumas obviedades que Renato muitas vezes se nega a enxergar.

Bravata

Um dos mantras de Renato nas coletivas é: “Meu time joga da mesma maneira em casa ou fora”. Pura bravata! A presença de Ramiro revela a ditadura do terceiro homem no futebol brasileiro. Sobretudo nas partidas longe da Arena. Renato não é exceção!!!

Equilíbrio

Apostar numa estratégia mais conservadora contra o vice-líder no Maracanã não é o problema. O impasse esteve no desenho do time. Se quisesse escalar Ramiro, poderia fazê-lo com migração para o 4-1-4-1. Michel, Matheus e Ramiro. Pelos flancos, Alisson e Éverton. Teria solidez defensiva, mas sem abdicar do contragolpe. O erro não foi na estratégia, mas no tatiquês.

Lua-de-mel

Aliás, o aspecto tático é outra histórica fragilidade de Renato que conta com a indiferença da esmagadora maioria da imprensa especializada. É por essas que defendemos um pouco mais de ‘futebol ciência’, em detrimento do folclore e do jornalismo puramente de entretenimento. A começar pelas perguntas dos repórteres!!! Enquanto a realidade imperar, boa lua-de-mel aos ‘pombinhos’…

 

Fotos: Lucas Uebel / Grêmio oficial

1 Comentário

  1. Avatar Fabrício Vulff 22 de novembro de 2018 Reply

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