Apesar das oscilações e do caminho “fácil”, Croácia faz história em 2018

Cobertor curto

A Croácia fez por merecer chegar à decisão, mas não precisava ter “sofrido tanto” contra Dinamarca e Rússia, nas oitavas e quartas, respectivamente. Principalmente por estar no lado da chave teoricamente mais frágil do ponto de vista técnico e com apenas um Campeão Mundial pelo caminho. Em que pesem as oscilações, as jornadas contra a Argentina e a Inglaterra, na semifinal, embasam o sonho do inédito título.

Protagonista

Final de temporada europeia! Talvez o desgaste físico esteja tirando a excelência de Luka Modric — acrescentem-se as três prorrogações nos mata-matas. Com exceção da goleada sobre a Argentina, na primeira fase, é inegável que as atuações do meio-campista estão abaixo de suas médias no Real Madrid. E mais: não entendo o frisson quase generalizado com o camisa 10 na Copa da Rússia. Por enquanto, jogou pouco! Quase nada pela capacidade indiscutível que possui. Quem sabe na final???

Equilíbrio

Se a referência técnica ainda está devendo, mais do que nunca cresce a importância da força coletiva. Neste quesito, méritos ao trabalho de Zlatko Dalić, ilustrado por uma estrutura tática equilibrada e disposta no 4-1-4-1. Destaque para as jornadas de Ivan Perisic, extrema-esquerda da Inter da Milão. O camisa 4 marca, articula, dá assistências e concluiu. Foi dele o golaço pouco usual de empate contra a Inglaterra, bem como o passe de cabeça para a virada apoteótica. Por enquanto, o ambidestro é o grande personagem da campanha histórica da Croácia.

Alteração

Futebol se ganha ou se perde é no meio-campo! A presença de Brozovic na contenção seria para liberar mais Modric e, sobretudo, Rakitic. O jogador do Barcelona, inclusive, “carrega o piano”, liberando o camisa 10 e os homens da frente: Rebic, Perisc e Mandzukic. Todas as vezes que ingressou nas partidas, porém, Mateo Kovacic, do Real Madrid, legou uma interessante dinâmica na trinca de volantes, principalmente, na saída de jogo — necessidade crucial  para os cabeças de área na atualidade. Eu começaria a final com Kovacic.

Robustez

Um bom time começa por um grande goleiro! Arqueiro do Mônaco, Subasic é um dos pilares da jornada histórica. Destaque ainda para a linha defensiva, composta por Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric). Aliás, pelo menos no papel, a Croácia é mais equilibrada que a França taticamente, sobretudo na fase ofensiva. No quesito individual, porém, a França leva pequena vantagem! Isso até domingo, é claro!!!

 

Foto: Fifa/oficial

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