Mudança tática e futebol “pragmático” colocam França na final

Pragmatismo

Do ponto de vista do Futebol Além do Resultado, a vitória da França beirou a indecência! A iniciativa, a posse e as principais chances tiveram o vermelho da Bélgica como representação. Como futebol nunca foi e jamais será um ato de justiça, a famigerada bola parada colocou os franceses na final da Copa da Rússia. Louvada seja a cabeçada do zagueiro Samuel Umtiti, com desvio de Fellaini. O pragmatismo colocou ‘Le Blues’ a 90 minutos do bicampeonato. Na Copa marcada por pouco brilhantismo técnico, estético e individual, o futebol “feijão com arroz” da França pode dar samba!

Resumo da ópera

Após uma estreia apavorante contra a Austrália no 4-3-3, Didier Deschamps mudou o time tática e nominalmente. A nova mecânica no 4-2-3-1, tendo Griezmann como meia centralizado e Mbappe como extrema direita reencaixaram a equipe. Na referência, Giroud — em que pese o jejum de gols — garante profundidade ao time, dando liberdade para os meias atuarem entre as linhas rivais. Na extrema esquerda, o volante Matuidi é o principal fiador do equilíbrio tático e da variação defensiva, por vezes, com três volantes alinhados.

Postura

A atuação contra a Argentina beirou a perfeição! A equipe variou a proposta, ora ditando as ações, ora consagrando o modelo reativo em contragolpes, ancorada na jornada sublime de Mbappe. Contra o Uruguai e a Bélgica, porém, o “pouco futebol” foi a tônica da perfomance. Na semifinal frente aos belgas, por exemplo, o “mapa de calor” de Griezmann ilustra que o camisa 7 atuou praticamente como um volante nos 95 minutos. Para a final, é preciso jogar mais! E talvez seja necessário…

Lacuna

A França não dispõe de um armador, de um pensador! O recuo de Griezmann para a função amenizou o problema. A não convocação de Rabiot continua sendo um equívoco. Com o volante/meia do PSG, a França teria a opção de escalar uma equipe com mais mobilidade ofensiva, sem perder a robustez, variando Griezmann e Mbappé no comando de ataque, não prendendo tanto o camisa 10 na ponta-direita. Hoje, Giroud é destaque somente pela tática. Quem sabe entre para a história no domingo? Principalmente pela qualidade francesa na bola parada! Dembelé também poderia aparecer, mantendo Griezmann na articulação.

 

Foto: Fifa oficial

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