Brasil de Tite e a “peça faltante” rumo ao Hexa

3 em 1

A presença de Neymar em campo eleva as ações da seleção brasileira e garante imprevisibilidade à equipe. Mesmo fora de forma, o camisa 10 foi decisivo para a mudança de patamar da seleção no segundo tempo frente à Croácia, o que culminou na vitória por 2 a 0. Mais do que uma obviedade, a importância do avante se revela em outras duas frentes: no equilíbrio tático e para amenizar a ausência de uma peça inexistente no selecionado: o meia-armador ou o “ritmista” — conforme Tite mesmo observou dias antes da convocação.

Pelos flancos

Como a Seleção atua no 4-1-4-1, é fundamental que os extremas participem mais da organização do jogo. Embora cumpram a tarefa de dar “amplitude” ao time, é fundamental que se revezem para desafogar a equipe. Contra a Croácia, somente Neymar deixou o corredor esquerdo e flutuou para a região central. Este cenário também cria terreno para a passagem dos laterais. A figura do ponta-construtor se torna ainda mais importante pelo flanco direito, já que Daniel Alves foi cortado e certamente reduzirá o poder ofensivo do setor.

Equilíbrio

Além do inegável protagonismo-dependência de Neymar, a vitória deixou outro legado escancarado a Tite: um meio-campo com Casemiro, Paulinho e Fernandinho está fadado ao fracasso. Somente numa circunstância pontual para segurar resultado após os 40 minutos da etapa final. E olhe lá!

Procura-se

Campeão brasileiro com o Corinthians e eleito craque do campeonato em 2015, Renato Augusto foi fundamental para o encaixe do 4-1-4-1 da Seleção ainda na Era Dunga — quando o capitão do Tetra emulou justamente a mecânica tática de Tite no time paulista. A transferência para a China, porém, fez o camisa 8 perder intensidade e despencar tecnicamente. Agora, ainda existe a lesão que o ameaça inclusive de corte.

Opções

 

Visão de jogo, passe preciso e cadência quando necessário. É uma pena que o jovem Arthur, campeão da América com o Grêmio, tenha novamente se lesionado e adiado do “sonho da Copa” para 2022. Sem ele, o versátil Fred, recém comprado pelo Manchester United, surge como ficha 1. Embora com outras características: o camisa 18 tem mais mobilidade, velocidade e chute de média distância como atributos.

4-2-3-1

Se Renato Augusto e/ou Fred não derem conta do recado, Tite tem como opção migrar o time para o 4-2-3-1. Para tanto, Neymar jogaria centralizado, com Coutinho e William pelos flancos. Assim sendo, o camisa 10 “descansaria sem a bola”, ficando mais liberado das tarefas de recomposição, que seria papel dos extremas. Seria preciso, porém, “segurar” mais Paulinho ou escalar Fernandinho ao lado de Casemiro para liberar um pouco mais o quarteto ofensivo.

Postura

Outra tarefa fundamental é a mobilidade ofensiva. Independente de quem atue, é preciso que os homens da frente se procurem, busquem tabelamento e troquem de posição. É por essas e outras, que Roberto Firmino surge como opção na vaga de Gabriel Jesus para, em algum momento, garantir elevar a imprevisibilidade ofensiva do selecionado.

Boa sorte à “Pátria de Chuteiras” e rumo ao HEXA!!!!

 

Fotos: Lucas Figueiredo e arquivo/ CBF oficial 

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