Grêmio-Show, estatuto e a “CEBOLAdependência”

Elenco

O Grêmio pratica o melhor futebol do Brasil, é um dos favoritos a tudo que disputa, tem um futebol vistoso, quase lúdico, e sem deixar de ser competitivo. Detalhe: desde que esteja completo do goleiro ao centroavante. Com as ausências cruciais de Arthur e, principalmente, Éverton, o time se aproxima da geleia geral que marca a arte de chutar a bola no “país do futebol”. É natural! Cabe ao treinador criar alternativas para, ao menos, reduzir as dificuldades. Que tal começar por singelas variações táticas!!!!??? Pelo o que sabemos, não está no estatuto do clube a obrigatoriedade de atuar apenas no 4-2-3-1, né!!!???

Resumo da ópera

Sem Éverton ‘Cebolinha’, o time perde em verticalidade, drible, explosão, vitória pessoal, poder de decisão e, sobretudo, gols! Outra tarefa de Renato é criar mecanismos para infiltrar em defesas fechadas. As estratégias de Inter e Paraná revelam obviedades: times inferiores tecnicamente tendem a se fechar contra o Grêmio. Seria insanidade agirem de maneira diferente. Mãos à obra, professor!!!! Mais difícil que chegar ao topo é manter-se nele.

Alternativas

Contra o Defensor, na quarta-feira, não seria nenhum absurdo apostar em Tony Anderson para a ponta-esquerda. O camisa 27 é o que melhor tem rendimento no último terço, com drible, relativa velocidade e conclusão.

Variação

Tony é canhoto e rende melhor quando atua nas funções centralizadas. Todavia, às vezes entre o mundo real e o ideal, é preciso optar pelo possível. Alterar um pouco a mecânica ofensiva poderá ajudar! Uma trinca com Jaílson, Maicon, Ramiro, e Luan à frente deles pode “dar samba”. No comando ofensivo, Tony e “quem não estiver lesionado”.

Alerta

Renato tem poupado os titulares que, em regra, atuam uma vez a cada sete dias. Eis o porquê chama a atenção a série de lesões musculares ainda em meados de maio. Em tempo: as laterais seguem carentes no elenco. Quando a direção, que merece todos os elogios, sairá às compras!!????

Camisa 7

Luan poderá aparecer como falso 9, com Cícero ingressando na meia-cancha e uma variação para o 4-1-4-1, com Maicon e Cícero por dentro, com Ramiro e Tony por fora. Aliás, não esperem de Luan protagonismo e capacidade de decisão. Trata-se de um jogador interessante, com leitura refinada de jogo e movimentação tática quase perfeita. É um coadjuvante de luxo! Ao menos é que o aponta a sua trajetória de meia década de serviços prestados à força azul do Estado. Com exceções que confirmam a regra, principalmente, quando os adversários cedem generosos espaços.

Futuro

Sem Arthur, o Grêmio perde o diferencial que a dobradinha com Maicon rende ao tricolor. Gostaria de ver Cícero na vaga do camisa 29, quando Renato tiver as peças para regressar ao 4-2-3-1. Embora esteja abaixo do titular, o camisa 10 tem passe qualificado e potencial no lançamento. Poderá entregar ao time mais qualidade na transição e de alguma forma, reduzir os prejuízos causados pela ausência do jovem talento.

Favoritismo

O Grêmio não tem pernas pra jogar todas as competições com força máxima. Existem no máximo 13 ou 14 titulares inquestionáveis. Por estas e outras, o favoritismo do Brasileirão 2018 recai cada vez mais no colo do Palmeiras de Roger Machado. É o único elenco com praticamente três times competitivos à disposição.

Seleção

A convocação de Geromel revela o maior acerto de Tite entre as dúvidas que ainda pairavam na convocação do Brasil rumo à Copa da Rússia. A ausência de Luan já era prevista — em 2018 ainda não repetiu as jornadas da última temporada — e não tem a intensidade e a regularidade para envergar a camiseta mais pesada do universo. Sobre Arthur, as lesões o alijaram dos 23. Em relação a Marcelo Grohe, o treinador tinha diversas opções semelhantes. Optou pelo “bruxismo” em relação a Cássio. O camisa 1 tricolor vive melhor fase e justificaria a lembrança.

 

Fotos: Grêmio oficial/Lucas Uebel

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