Inter e o “triunfo” do pragmatismo no Gre-Nal 416

Igualdade

Desfalcado de D’Alessandro , Edenílson e de William Pottker, o Internacional é ainda mais frágil. Desta feita, o empate sem gols, na casa do melhor time da América e que vinha de impressionante sequência de goleadas, não deixa de ser um mérito dos vermelhos. O sistema defensivo armado por Odair Hellmann conseguiu a árdua tarefa de neutralizar o futebol mais vistoso do país: amordaçou o Grêmio que é o grande favorito as principais competições do calendário sul-americano em 2018. Eis o inegável triunfo do pragmatismo no clássico 416.

Resumo da ópera

O futebol também é a arte de bloquear as virtudes do rival, sobretudo quando se está condição de inferioridade. O Gre-Nal 416 foi mais um ‘choque de realidade’ para quem pensa que vitórias e goleadas são consumadas na véspera. Definitivamente, euforia e oba oba não combinam com o futebol profissional. Principalmente num duelo entre duas grifes que já conquistaram o Planeta Bola.

Nota da redação

É preciso respeitar a grandeza de Grêmio e Internacional, de Internacional e Grêmio. Sempre!! Independente do momento e da cor da “gangorra”!!!! Fica a dica! Principalmente pra “gurizada” que cultua a Grenalização Estúpida e Doentia…

Romantismo

É claro que dentro da lógica do Futebol Além do Resultado, a atuação do Internacional foi “digna de polícia”. Todavia, é bom o Grêmio se acostumar com o cenário de adversidades. Com total justiça, a força azul do estado é a mais nobre vitrine do futebol nacional, é o time a ser batido no Continente. Seria insanidade pensar que o Inter, que atravessa crise em todas as suas searas e desfalcado de sua “espinha dorsal”, iria atacar ou jogar de igual para igual contra o seu tradicional adversário.

Limonada

Em situação delicadíssima e “respirando por aparelhos” no comando do colorado, Odair transformou o “limão” — que era a ausência do capitão D’Alessandro — em uma relativa limonada. Sem o camisa 10, o treinador ampliou a robustez da meia-cancha na região central do gramado. A trinca Dourado, Zeca e Patrick tirou a naturalidade de jogo de Maicon, Arthur e Luan. Aliás, há tempos falamos: escalar D’Alessandro, aos 37 anos, como auxiliar de lateral era uma bomba-relógio.

Organização

Pelos flancos, Rossi e Lucca foram escalados também pela opção do contragolpe — algo raro devido a superioridade gremista — e acabaram se notabilizando pela tarefa defensiva ao dobrarem a marcação em Alisson e Éverton. A “não derrota” vermelha passou, sobretudo, pelo sucesso da mecânica defensiva. Para o futuro, é óbvio a necessidade de evolução nas demais fases do jogo. A saída de bola continua arrastada e dependente de D’Ale e o ataque vive um constrangedor jejum de gols. Mãos à obra, professor!

Apito em pauta

O árbritro Wilton Pereira Sampaio entrou para a história do clássico Gre-Nal pela “porta dos fundos”. Foram dois pênaltis claríssimos não marcados para o tricolor. Eis mais um triste capítulo da falência da arbitragem nacional, rodada após rodada, temporada após temporada. O alento é que, até prova em contrário, os erros favorecem e ceifam a todos. É apenas uma questão de tempo!

Raízes

Renato que vive a mais iluminada e estrondosa fase de sua longa carreira de 22 anos voltou as raízes durante a entrevista coletiva. Manter o respeito ao adversário quando se ganha ou goleia é moleza! O treinador foi infeliz ao atacar o Inter e justificar o empate pela postura “de segunda divisão do rival”. Somente o Palmeiras, talvez, tenha condições de “trocar golpes” com os gremistas na América Sulista neste momento. O treinador já deveria ter previsto a postura do Inter e estudado um contra-veneno!!!

Futuro

O professor poderia ter utilizado o nobre espaço para explicar os porquês o tricolor não conseguiu superar o sistema defensivo do adversário. Voltamos a repetir: futebol mais do que nunca é a arte de encontrar espaços e, neste quesito, o repertório tático pode ajudar na tarefa. O tricolor joga o fino da bola, mas segue refém e bitolado ao 4-2-3-1. É fundamental ter pelo menos um sistema tático alternativo. Mãos à obra, professor!!!

Eterno

O ponto alto do clássico foram as homenagens de despedida ao “eterno” presidente Fábio André Koff. Eis o homem que colocou o Rio Grande do Sul no mapa do futebol mundial. Mais do que isso, foi um dos únicos a peitar os desmandos da CBF e revolucionou o futebol nacional ao garantir cifras inimagináveis pelos direitos de televisão quando de sua estada à frente do Clube dos 13. A dor da sua ausência é compatível com o legado que deixou. Obrigado, presida! Descanse em paz!!!!

 

Fotos: Ricardo Duarte/Internacional oficial e Lucas Uebel/Grêmio oficial

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