Inter e o necessário exercício da paciência

Fênix

Futebol requer tempo, rotina, insistência, repetição e, sobretudo, paciência! A reconstrução do Internacional não ocorrerá do dia para a noite, tampouco num estalar de dedos. A gestão Píffero trucidou o clube!!! É preciso ação, serenidade, calma e racionalidade para a retomada.

Resumo da ópera

A impaciência de parte dos torcedores, o imediatismo de parte da imprensa ou as soluções mágicas — como a troca pura e simples de treinador a cada cinco meses — tendem a tornar o cenário ainda mais desafiador. Time grande vive de resultados, sabemos! Só que o colorado, hoje, recém está fixando o alicerce! Muita calma nesta hora…

Perdível

A derrota para o Palmeiras, em São Paulo, é perfeitamente aceitável. O grande problema foi a eliminação precoce para o Vitória, na Copa do Brasil. A falta de ambição e de “grandeza” no segundo tempo em Salvador — repetindo a postura no clássico Gre-Nal da Arena nas quartas-de-final do Gauchão — depõe contra o treinador. É por essas e outras, que o jogo contra o Cruzeiro no próximo final de semana tem ares de decisão para Odair Hellmann. Somente uma vitória permitirá que o treinador siga trabalhando longe da “panela de pressão” dos últimos dias.

Evolução

O colorado trocou passes, teve posse 56% de posse, “trocou golpes” com o Verdão! É inegável que o time possui organização! Ontem esbarrou na falta de qualidade, se compararmos com o adversário. A presença de Damião e D’Alessandro na segunda etapa elevaram o poderio técnico da equipe — que deve robustecer ainda mais quando Pottker estiver na ponta dos cascos. O desempenho regular só não foi brindado com um ponto devido a arbitragem catastrófica.

Apito caseiro

Há tempos eu digo: na dúvida a arbitragem marca a favor do mandante. Quase sempre! Não é levantamento científico, é apenas impressão. Existem gloriosas exceções para confirmar a regra. É claro!

Expectativa

Pelo elenco disponível, o Palmeiras já deveria estar jogando mais, né? Roger Machado está devendo! É preciso tempo e paciência, logicamente, mas a cobrança é proporcional aos investimentos e a ‘bala na agulha’ à disposição no Palestra Itália.

Camisa 1

Acertou o treinador em promover o retorno de Danilo Fernandes à meta titular. Embora as atuações seguras de Marcelo Lomba, Fernandes é superior tecnicamente e só deixou o time devido a uma lesão. Embora o camisa 1 tenha sentido a falta de ritmo, como era previsível, ilustrado numa saída de gol falha no primeiro tempo.

Lição

Futebol mais do que nunca é a arte de encontrar espaços. Desta feita, a variação e o repertório tático são fundamentais. Contra o Palmeiras, porém, Odair repetiu o mesmo equívoco de jogos atrás quando alterou o sistema de 4-2-3-1 para 4-1-4-1: escalou D’Alessandro aberto à esquerda. Ali o camisa 10 tem seu campo de ação limitado, joga longe do gol rival e tem mais responsabilidades defensivas, o que é sempre uma temeridade, ainda mais para um atleta de 37 anos que três dias antes deixou o gramado sentindo desconforto.

Teimosia

Na vitória contra o Bahia, na estreia, por exemplo, uma das razões do sucesso foi justamente a presença do capitão pela região central do gramado no 4-2-3-1. Odair tem realizado um trabalho promissor, mas é fundamental que aprenda com as lições do gramado e jamais revogue o que deu certo. Afinal, paciência tem limite!!!

 

Fotos: Ricardo Duarte / Internacional oficial

Adicionar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *