Gre-Nal 414 consagra “jogo de erros” e reafirma distância esmagadora entre a dupla

Gre-Gre

O Grêmio já era favorito por jogar junto há três anos, ter individualidades superiores, estar com a confiança nas alturas e, também, por jogar em casa. Soma-se a isso a omissão colorada no segundo tempo, temperada pelos erros na escalação e bingo: tricolor 3 a 0 jogando apenas o básico. Eis a distância atual entre a dupla com requintes de “crueldade” para os vermelhos!

Resumo da ópera

A jornada gremista foi tão letal, que o clássico na próxima quarta-feira no Beira-Rio virou quase um amistoso protocolar. Parabéns à nação de três cores! Depois de reconquistar a América, o próximo passo é voltar a “mandar em casa”! Mesmo que alguns gremistas façam “vistas grossas” ao certame estadual.

Jogo de erros

Não existe nada que abomine o triunfo do time de Renato, pelo contrário. No entanto, o Grêmio também não mostrou performance, desempenho, rendimento a ponto de golear, sobretudo na primeira etapa. Os 3 a 0 surgiram também muito em conta dos erros de um Internacional em formação, frágil, desfalcado (novamente de Pottker e Damião) e com um treinador promissor, mas ainda inexperiente na casamata. O Grêmio não tem nada com isso, explorou impecavelmente os erros do adversário e, agora, veste-se novamente com a armadura de favoritaço.

Evolução azul

Em que pesem a goleada e a iminente eliminação do rival, o Grêmio ainda está longe das exibições de seu passado recente. Talvez a volta de Arthur faça o time retomar a excelência coletiva. Por enquanto, o Grêmio segue sofrendo na bola parada e com dificuldades para “furar sistemas defensivos bem postados”, vide o primeiro tempo. Ainda faltam os substitutos de Edílson e de Lucas Barrios – apesar do golaço e da assistência improváveis de Jael.

Escolhas

Semana passada a improvisação de Edenilson foi o pulo do gato pra reação colorada na etapa final. Na Arena, porém, havia no banco um camisa 2 qualificado e da função: Fabiano! Odair errou duas vezes. Gabriel Dias nada produziu no meio e Edenilson foi burocrático na lateral, além de ter deixado Éverton livre para abrir o placar.

Tática x técnica x mental

Muitas pessoas confundem o “olhar tático” sobre o futebol. E mais do que isso, ignoram e ironizam a importância do expediente. Entretanto, a qualidade técnica ainda é o principal fiador do sucesso no Planeta Bola. E neste quesito o Grêmio tem uma base com passagem pela Seleção Brasileira. No clássico 414, porém, a principal fragilidade colorada foi o emocional. Depois que levou o gol nos acréscimos do primeiro tempo, o time “entrou em parafuso”. Aí talvez tenha faltado treinador, sobretudo, nos 15 minutos de intervalo!

Rei do Espaço

Semana passada Luan foi fundamental para a atuação de gala no primeiro tempo. No segundo, com marcação próxima e negando espaço entre linhas, o camisa 7 sucumbiu. Ontem no primeiro tempo foi a mesma coisa. No segundo, mesmo que o Inter não tenha voltado do intervalo, Luan repetiu sua jornada tímida. Repetimos: se quiser ter vida longa e próspera na Europa, por exemplo, o Rei da América terá que aprender a jogar sem espaços.

Iusão F.C

O Inter jogou de igual pra igual no primeiro tempo e foi castigado com um gol nos acréscimos. Não deixa de ser verdade, mas… Futebol não é apenas a “arte de neutralizar” o rival. Até pensei que pudesse dar certo pela opção de velocidade de Marcinho e Nico, mas a presença de Gabriel Dias no meio e de D’Alessandro rente à linha lateral esquerda, deixaram o Inter com zero bala na agulha. Outra: além de escalar mal, Odair esperou levar a 2 a 0 pra alternar o time drasticamente.

Faltou (também)

Por ser um clássico, o Inter teria a obrigação de, pelo menos, chegar vivo na segunda partida. Quando se enfrenta um rival superior, a ambição, a estratégia, o suor e o aguerrimento são instrumentos de sobrevivência. Odair ignorou a lição do segundo tempo no Beira-Rio. Aliás, nos últimos 180 minutos de Gre-Nal, D’Alessandro foi um mero espectador. Embora o fracasso coletivo e mental do time, a equipe não deixou de ser retrato de seu capitão em mais um clássico “fatídico” para os vermelhos.

Interpretação

Semana passada alguns colorados reclamaram de pênaltis. Não concordei! Nesta, porém, flagrei no mínimo dois lances que merecem a polêmica. O primeiro no “abraço” de Kannemann em Cuesta antes do colorado colocar a mão na bola! Pra mim pênalti!!!! O segundo tempo quando a bola bateu no cotovelo de Alisson. Com a palavra os analistas de arbitragem…

Em tempo

A superioridade do Grêmio já era tão flagrante no papel, que o passeio sobre o frágil adversário ― embora seja o histórico rival― não deixa de ser um mérito fantasiado de obrigação para quem ostenta a nobreza do Tricampeonato da América! Eis o porquê optamos em analisar o clássico pelo “olhar do derrotado”. Mas repetimos: o Grêmio transformou o clássico da Arena em um doce, saboroso e emblemático Gre-Gre, sobretudo nos últimos 52 minutos! Parabéns novamente à nação de 3 cores!!!!

 

Fotos: Lucas Uebel/Grêmio oficial e Ricardo Duarte/Internacional oficial

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