Inter: Odair Hellmann e a “síndrome” de interino

Peso da camisa

O Inter deveria demitir o atual Odair Hellmann e contratar o Odair interino da Copa do Brasil e da reta final de 2017. Aquele treinador, sim, armava times equilibrados, escalava os melhores e a estratégia se revelava promissora dentro de campo, com performance e resultados satisfatórios, embora a amostragem fosse mínima. O Odair de 2018, porém, parece estar sentindo o peso da camiseta, ou melhor, da efetivação. Como consequência, está sendo castigado, com justiça, pelos deuses da bola por “negar” as próprias convicções que outrora praticava e defendia nas entrevistas.

Lições do campo

Odair ainda tem tempo de retomar a caminhada. Principalmente, pelo fato de cinco jogos serem incapazes de traduzir o real potencial de qualquer profissional. Entretanto, existe uma singela lição que o comandante já deveria estar de “cabelos brancos” de tanto saber. Errar é humano, mas repetir… A escalação de Edenílson na extrema-esquerda já havia fracassado no Gauchão contra o Caxias na Serra gaúcha.

 

Opções

Se é pra deslocar um jogador com poder de marcação para a extrema esquerda, que se utilize Patrick. O camisa 88 tem qualidade de passe, é canhoto, chega ao fundo, recompõe por dentro. Se preferir, Camilo pode “quebrar o galho” para ampliar o poder de articulação, embora renda melhor ‘por dentro’ na função de D’Alessandro. Outra luxuosa alternativa seria a presença de Nico López na ponta ― embora o camisa 7 igualmente jogue melhor na faixa central de campo.

Comissão técnica

Perceberam? Todas as opções elencadas não deixam de ser ‘improvisações’ para a extrema-esquerda, como no caso de Edenílson. Ou seja, a direção precisa sair às comprar pra elevar as ações coloradas o setor canhoto. Atualmente, há apenas o lesionado Wellington Silva para o setor. Não está na hora de cogitar o retorno de Valdívia? Não!!!!?????

Tática x técnica

Outra lição que Odair precisa aprender, pra ontem: por mais que a tática tenha evoluído, a técnica ainda é determinante para o sucesso na ‘arte de chutar a bola’. Sendo assim, escale os melhores, Odair! Mesmo que seja preciso improvisar, por enquanto!

Entrevistas

Odair Hellmann tem um desafio extra à frente do Inter. Normalmente, parte da imprensa e torcida não gosta de profissionais que falam e entendem de futebol ― lembram de Roger Machado??? Preferem os treinadores folclóricos, polêmicos e que rendem muitos cliques e vendem jornal.

Em tempo

Para os padrões sul-americanos, D’Alessandro ainda me parece craque. Todavia, o camisa 10 não tem as mínimas condições físicas de jogar os 90 minutos. Pelo menos, por enquanto, no início de temporada quando as “pernas pesam” mais que o costume. Crescem a importância de Camilo e até de Nico no elenco.

Resumo da ópera

Nem tudo é “pandemônio” para Odair neste início de jornada. Ao menos a equipe tem um conceito claro de futebol: bola no chão, sem chutões, posse de bola, buscando triangulações. O próximo passo é encontrar um titular para o setor canhoto até que Wellington Silva possa atuar no 4-2-3-1. Outro ponto positivo de Odair é a liberdade que lega a William Pottker para que o camisa 99 se aproxime do gol rival. Resultado: o canhoto é autor de três gols e uma assistência em quatro jogos.

Fotos: Ricardo Duarte – Internacional oficial

1 Comentário

  1. rachel 1 de Fevereiro de 2018 Reply

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