Grêmio e a busca do imponderável em Abu Dhabi. Eu acredito!

Na final… Ufa!!!!

O Grêmio venceu e está na tão sonhada final do Mundial de Clubes. Ufa! Mas o tricolor viajou para Abu Dhabi e esqueceu o futebol em Porto Alegre. Mais do que isso: parece ter sentido emocionalmente o tamanho do jogo. Enquanto teve pulmão, o Pachuca liderou todas as ações, amarrou o time de Renato, marcou alto e teve volume superior. Éverton, em jornada individual de raro talento, fez aquilo que o time coletivamente foi incapaz: garantiu no mínimo o segundo lugar no pódio do Planeta Bola!

Projeção

Em termos de favoritismo, a distância do Real Madrid para o Grêmio é “tipo ida e volta daqui até Marte”, parafraseando uma música da atualidade. Entretanto, futebol é apaixonante justamente por isso. Eis a única modalidade em que o não favorito tem reais chances de triunfar. Outra: a tendência e que os europeus liderem as ações e o Grêmio é talhado para explorar os espaços deixados pelos rivais. Aliás, o time de Zidane cedeu generoso terreno ao Al-Jazira na semifinal. É por aí que o tricolor poderá consagrar o Imponderável Futebol Clube em Abu Dhabi. EU ACREDITO!!!

Arthurdependência

Não precisa ser nenhum gênio para prever que a lesão de Arthur seria avassaladora para o rendimento do Grêmio. O que chama a atenção, porém, é que Renato parece não ter testado alternativas para amenizar a ausência do camisa 29. Embora tivesse pouco tempo para treinar, é óbvio que Michel e Jaílson deixariam o time sem transição, lento e previsível. Menos mal que o treinador corrigiu o rumo com o avião já no ar. Como diria o eterno comentarista gaúcho Cláudio Cabral: “Às vezes mexe bem quem escala mal”.

Centro nervoso

A região central do campo é o que existe de mais criativo deste time do Grêmio, desde a Era Roger Machado. Maicon, Douglas e Luan por dentro. Depois, Arthur e Luan. O time perdeu alternativas de banco ― Bolaños, Gata, até Lincoln e, principalmente, Cícero, que não conseguiu ser inscrito a tempo. Renato precisa fazer na final o que não fizera na semi: criar alternativas para a saída de jogo sem Arthur.

Pitacos

Com a posse de bola, uma singela troca de posição entre Jaílson e Ramiro poderia ter resolvido a transição. Outra: Luan deveria ter recuado um pouco mais que o costume justamente para liderar a ligação meio-ataque. E por fim: por mais que o time seja ambientado a jogar por dentro, é preciso variar um pouco pelos lados. Edílson e Cortez deveriam ter sido mais acionados. O ingresso de Léo Moura cumpriu justamente este papel.

Final

Como ideia de futebol, atuar com Ramiro como segundo volante e uma linha de três com Fernandinho, Luan e Éverton me agrada. Mas seria preciso bem mais treinamentos. Contra o Real, então, configuraria uma ousadia que pode ceifar definitivamente a chance de títulos. Se for para fazer algum “desatino”, iniciar com Maicon seria “menos pior”, uma vez que o camisa 8 corrigiria a falta de “controle no meio”. O longo período de inatividade depõe contra o antigo capitão, logicamente.

Contradição?

Todavia, contra uma meia-cancha composta por Modric, Kross e Isco, o primeiro passo é “não perder”. Se começar com Jaílson e Michel Renato não deixará de acertar. Desta feita, crescerá o papel de Ramiro, Luan e dos laterais na saída de jogo. Jael na vaga de Barrios desde o início seria uma questão de meritocracia para o camisa 9. Mas pela experiência e qualidade superior, começaria com o paraguaio, mesmo que esteja em fase nada agradável!

Grenalizando o Mundial

Diante do eterno comparativo entre as duas forças do futebol gaúcho, eis: o Grêmio superou o Inter de 2010. A tarefa, agora, é repetir a epopeia colorada de 2006. Seria lindo para o futebol gaúcho! Eu acredito!

Resumo da ópera

No duelo entre desiguais, cada um sobrevive como pode. Valerá o pragmatismo, o coração, a imortalidade, o chutão, o carrinho, o futebol rasteiro e meramente de resultado. Contra o Pachuca, porém, o tricolor poderia e deveria ter praticado Futebol Além do Resultado que gera Resultado. Contra o Real Madrid, é Davi contra Golias. Toda a sorte do mundo para a nação de Três Cores recentemente Tri da América.

 

Fotos: Grêmio oficial/Lucas Uebel

5 Comentários

  1. Paulo da Silva 14 de dezembro de 2017 Reply
  2. Henrique 14 de dezembro de 2017 Reply
  3. Henrique 14 de dezembro de 2017 Reply
    • SAUL Teixeira SAUL Teixeira 14 de dezembro de 2017 Reply
  4. Henrique 18 de dezembro de 2017 Reply

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