Inter e o futebol insuficiente para 2018

Choque de realidade

Basta que o adversário tenha um pouco de organização que o #Inter sucumbe em desempenho. Derrotas para o Juventude, Vila Nova, Paraná, e outras tantas vitórias com performance insuficiente, como contra o América-MG recentemente. A liderança e a campanha que enfileirou dez vitórias nos últimos oito jogos é exercício obrigatório pelo elenco e pelo aporte financeiro disponível no Beira-Rio. O iminente retorno à elite do futebol nacional está longe de ser credencial para os desafios de 2018.

Resumo da ópera

Para o futuro próximo, Guto Ferreira precisa “rasgar” algumas teimosias, investir nas variações táticas e legar alguma evolução ao Inter do ponto de vista do futebol além do resultado que gera resultado. Do contrário, o retorno de Abel Braga volta a povoar o imaginário do torcedor colorado, bem como a aposta em alguns emergentes, como Jair Ventura do Botafogo. Além do comando técnico, a contratação de reforços são mais do que imprescindíveis.

Tática engessada

Alguém precisa avisar Guto Ferreira que as equipes podem mudar a formatação tática ao longo das partidas. Contra o Paraná, por exemplo, com o ingresso de Camilo na vaga de Sasha o time poderia ter migrado para uma espécie de 4-4-2. Guto manteve o 4-1-4-1 e reduziu a capacidade de Camilo ao escalá-lo aberto na ponta esquerda. Se Camilo e D’Ale atuassem de fato como meia-direita e meia-esquerda, com a bola, Nico poderia atuar ao lado de Damião, o que aumentaria o poder de fogo do time.

Sashadependência

Eduardo Sasha foi fundamental para a consolidação do 4-1-4-1 que legou equilíbrio e evolução mínima ao Inter. Nas últimas partidas, porém, a titularidade do camisa 9 se tornou “bananeira que não dá mais cacho”. Nico López ― de fraca atuação na derrota contra o Paraná ― e, sobretudo, Camilo, surgem como alternativas para ampliar as ações ofensivas. É inadmissível um avante ser titular tão somente pelo trabalho que desempenha sem a bola.

Como assim?

Com a bola os homens da frente precisam “dialogar” mais, se movimentar, trocar de posição. Do contrário, a mecânica se torna previsível e facilmente anulada pelos rivais. Sem a bola, sim, é preciso compactação, aproximar linhas e negar espaços aos rivais.

Bola parada

A bola aérea defensiva é uma velha chaga do Internacional. Já a ofensiva é pouco utilizada pelos cobradores do Beira-Rio, exceto alguns escanteios. Eis mais um motivo para que Camilo assuma a vaga entre os 11. Além de dividir com D’Alessandro as tarefas de armação, o camisa 21 tem destaque pela conclusão de média distância e pelas faltas frontais e laterais. Superior inclusive ao capitão D’Alessandro.

 

Fotos: Ricardo Duarte/ Internacional oficial

1 Comentário

  1. Rodrigo 4 de outubro de 2017 Reply

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