Inter assume a liderança ancorado nas individualidades. Até quando?

Liderança isolada

A vitória do Inter sobre o América-MG e a consequente liderança isolada foi consagrada graças as individualidades da equipe. Em matéria de organização, equilíbrio tático e ação coletiva, o time de Enderson Moreira foi superior aos donos da casa. O trabalho de Guto Ferreira foi fundamental para o encaixe do time até o momento, mas é inegável que bastou o colorado enfrentar um adversário um pouco mais encorpado, que sucumbiu em matéria de desempenho. Sinal de alerta ligado para o futuro visando os desafios de 2018!

Resumo da ópera

O salto de qualidade do Inter na série B ocorreu com a chegada de Guto e a consolidação do 4-1-4-1. Foi a partir dessa mecânica que a equipe encarreirou vitórias e está sacramentando o retorno à elite. Entretanto, pela qualidade superior do elenco e pelo aporte financeiro disponível no Beira-Rio, a linha entre o mérito e a obrigação, em matéria de Série B, é bastante tênue para o Inter. O trabalho de Guto seria suficiente para uma Série A, por exemplo? Sinceramente, começo a duvidar!

Ligação direta

Contra o América-MG, o Inter reeditou o festival de “balão” que foi marca da equipe na desastrosa campanha de 2016. A equipe simplesmente abdicou de fazer transição e insistiu na ligação direita. Méritos também a Enderson Moreira que fechou os espaços, marcou a criação de Edenílson e D’Alessandro e brecou o apoio de Uendel.

Conservadorismo

Nico no lugar de Sasha e Camilo no lugar de D’Alessandro tem consagrado a obviedade de Guto na hora de alterar o time. Contra os mineiros as mudanças até surtiram efeito, mas o comandante precisa abrir mais o leque de alternativas na hora de mudar a equipe. Inclusive com novas propostas táticas, nem que sejam mudanças singelas. Nem sempre as individualidades resolverão.

Último terço

É inegável que Eduardo Sasha é o ponto de equilíbrio do 4-1-4-1 do Inter. Entretanto, com a bola, nas tarefas ofensivas, no “último terço do gramado”, como dizem os treinadores, o camisa 9 está muito abaixo das exigências do Internacional. Para o futuro próximo, não existe trabalho tático no mundo que justifique Nico López ser reserva de Sasha. Ainda mais agora que o uruguaio tem se empenhado nos treinamentos para exercer as tarefas de recomposição.

Fotos: Ricardo Duarte / Internacional oficial

2 Comentários

  1. Paulo da Silva 28 de setembro de 2017 Reply
  2. Paulo da Silva 28 de setembro de 2017 Reply

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