Dupla Gre-Nal e a escassez criativa

Camisa 10

Futebol se ganha, se perde e se empata é no meio-campo! A máxima serve para explicar grande parte do insucesso da dupla Gre-Nal no último final de semana. A falta de criatividade das equipes, sobretudo pela falta de armadores, isolou os homens da frente, tornou as ações previsíveis, facilitando a marcação rival. Eis a derrota do Inter para o Juventude no Alfredo Jaconi, que custou a perda da liderança colorada na Série B. Pelo lado azul, o 1 a 0 para o Vasco atrasou ainda mais o Grêmio no sonho chamado tricampeonato brasileiro.

Prata da casa

Sem D’Alessandro e Camilo, lesionados, Guto Ferreira optou por escalar Felipe Gutierrez. Embora esteja habituado a função de interior pela esquerda, o chileno é no máximo um terceiro homem de meio com bom passe. Ponto! Jamais será um armador, um camisa 10, um pensador nato. Guto insistiu no erro mesmo tendo o jovem Juan à disposição. Quando o camisa 47 ingressou, em seguida o lateral Uendel lesionou-se e Juan foi improvisado na camisa 6.

Camisa 7

A lesão de Luan, somadas as saídas de Bolaños e Lincoln, tornaram o meio-campo do Grêmio num deserto criativo. Mesmo com a goleada de 5 a 0 contra o Sport, Léo Moura não foi bem e Renato deveria ter testado alternativas nos dias que teve para preparar a equipe contra o Vasco. Migrar o time para o 4-1-4-1 e tornar Arthur o centro criativo surge como opção interessante.

Futuro vermelho

Pelo lado do Inter, além de efetivar Juan como titular – nas ausências de D’Ale e Camilo ― Guto precisa rever a titularidade de William Pottker. O camisa 99 não é nem sombra daquele da época da Ponte Preta. Nico López surge como alternativa no setor, sobretudo agora em que tem se mostrado mais afeito às tarefas de recomposição. Outro plano é escalar Pottker como centroavante, levando Damião ao banco de suplentes. Sem Klaus, lesionado, Ernando me parece o “menos pior” para ocupar a função.

Mutação azul

Há tempos defendemos que o grêmio tenha alternativas ao 4-2-3-1. Principalmente quando Luan não estiver disponível. Que tal o 4-1-4-1 com Fernandinho à direita, Ramiro e Arthur por dentro, com Éverton à esquerda? Entre as linhas Michel e no ataque Barrios? Neste cenário Ramiro seria menos exigido fisicamente e talvez possa reeditar as atuações de tempos atrás. Eis o singelo pitaco! Fernandinho, embora renda mais atuando à direita, é o ficha 1 para suprir a venda de Pedro Rocha. Ao menos até que Michael Arroyo esteja na ‘ponta dos cascos’.

 

Fotos: Internacional oficial/ Ricardo Duarte e Grêmio oficial/ Lucas Uebel

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