Grêmio reedita atuações do Penta e chega à liderança; desafio é criar alternativas ao 4-2-3-1

Penta neles!

O ingresso de Arthur na cabeça de área e a volta de Ramiro à extrema direita garantiram imprevisibilidade ao setor direito do Grêmio. Mais do que isso: permitiram que Renato reeditasse a escalação que mais se aproxima da excelência que culminou com o Penta da Copa do Brasil. O time voltou a jogar “por dentro”, recuperou a posse de bola e a transição com qualidade. Resultado: nas últimas partidas alcançou atuações sólidas, competitivas e exitosas, com direito a 100% de aproveitamento e liderança no Brasileirão 2017. Da série A, é claro!

Resumo da ópera

arthur

Com a mecânica tática sintonizada, o mantra de Tite voltou a dar as cartas no tricolor gaudério: é o coletivo que potencializa o individual. Que o digam Ramiro, Arthur e Luan, na vitória tranquila contra o Atlético-PR na Arena da Baixada, por 2 a 0, bem como o centroavante Lucas Barrios e seus impressionantes dez gols em 16 jogos.

Camisa 7

A lesão de Bolanõs permitiu que Luan fosse recuado para a função de meia centralizado. É somente nesta faixa de campo que o camisa 7 pode render. Seja como falso 9 ou como armador clássico, na linha de três. Pelos flancos, o meia-atacante campeão olímpico é facilmente marcado, se torna previsível e escancara a falta de velocidade.

Regularidade

Ramiro é dono de uma regularidade impressionante. É tarefeiro de mão cheia, multifuncional, versátil. Eis o mais titular dos titulares de Renato pelo simples critério da meritocracia. De preferência na extrema-direita, mas se precisar, também atua na volância e até na lateral. É o chamado meio-campista moderno, que é febre no futebol europeu.

Paradoxo tático

gremio capa

A mesma mecânica 4-2-3-1 do Penta é exitosa, mas igualmente previsível, vide o primeiro tempo enfadonho da equipe. O trunfo surgiu muito em conta das individualidades, sobretudo de Arthur. Para o futuro, Renato precisa criar planos táticos B, C, D.

Alternativas

michel

Em meio aos jogos, Michel pode recuar para a linha de Geromel e Kannemann e, assim, projetar Léo Moura e Cortez, potencializando as virtudes ofensivas dos laterais (3-5-2). Quando Bolaños retornar, o desafio será acomodar Luan, Barrios e o equatoriano no mesmo time. Como? Dificilmente o 4-2-3-1 renderá frutos. Será preciso migrar o sistema para uma espécie de 4-4-2 losango: Michel, Ramiro e Arthur na contenção, liberando o trio, tendo Luan como ponta-de-lança. Neste cenário Pedro Rocha deixaria a equipe.

Fim de papo

renato capa

No futebol cada vez mais globalizado e competitivo qualquer detalhe pode separar vencedores de derrotados. Renato precisa dar mais ênfase aos detalhes determinantes da tática, nem que sejam com singelas variações.

Fotos: Lucas Uebel/ Grêmio oficial

1 Comentário

  1. Rodrigo 22 de maio de 2017 Reply

Adicionar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *