Com trabalho promissor, Zago lidera “exorcismo” no Inter

Evolução

A melhor notícia para os colorados no momento é que o Inter parece ter dissipado os fantasmas da vexatória temporada de 2016. O time mostra evolução mental, tática, coletiva e individual. A comparação é do Inter com ele mesmo, sobretudo, no que diz respeito ao desempenho, isto é, ao Futebol Além do Resultado que gera resultado. A direção, ilustrada pelas contrações de altíssima qualidade, e a comissão técnica, liderada por Antônio Carlos Zago, estão, ao poucos e gradativamente, exorcizando o pesadelo alvirrubro.

Tática

Futebol se faz com sequência. Acerta Zago em dar rotina ao meio-campo disposto em losango (4-3-1-2) com suas variações. Mais do que isso: a proposta mostra que é possível ter sucesso longe da “atual ditadura” do 4-2-3-1. Sem a bola, o time defende-se em duas linhas de quatro. Ora com Nico alinhando-se à direita, ora com D’Alessandro cumprindo a função, o que não é o ideal, já que desgasta o camisa 10 e coloca em risco a sua integridade física. A migração para as duas linhas ainda não é regra. Consagrá-la é um dos desafios de Zago para o momento.

Problemas

zago 2No primeiro tempo, Nico cumpriu rigorosamente o trabalho sem a bola. Na fase defensiva, eis: Nico à direita, Edenílson e Dourado por dentro e Uendel à esquerda, todos alinhados. No segundo tempo, o camisa 7 cansou e não repetiu o movimento. Consequência? O Inter cedeu espaços e sofreu com a dobradinha Guilherme Arana e Giovanni Augusto no lado direito de defesa. Foi ali que surgiu o gol paulistano. Em tempo: Com Valdívia o Inter retomou o trabalho de recomposição. A diferença é que o camisa 29 atuou à esquerda.

Camisa 12

A atuação de Marcelo Lomba foi monstruosa, com direito a, no mínimo, dois milagres. O camisa 12 não sentiu a falta de ritmo e honrou com louvores o posto que é de Danilo Fernandes. Méritos ao preparador de arqueiros do Beira-Rio, Daniel Pavan e equipe.

Sinal de alerta

A bola aérea do Inter requer atenção. No primeiro tempo o Timão conseguiu supremacia “pelas alturas” na maioria dos casos.

Camisa 13

4-4-2 losango

A célebre frase de Tite ilustra o momento do Inter: “É o coletivo que potencializa o individual”. Com o time aprumado e ajustado no losango, Rodrigo Dourado, por exemplo, cresce a cada jogo. Até gol fez contra os rivais do centro do país. Sem a bola o camisa 13 recua para a linha de zagueiros na saída de jogo, o que permite que os laterais se projetem e criem superioridade numérica na fase de transição/saída de jogo. Aliás, Edenílson e Uendel elevam as ações da equipe, liberando D’Alessandro e aproximando o capitão da região letal do gramado.

Resumo da ópera

O resultado não foi nada bom para os vermelhos, pelo critério do gol qualificado, mas a atuação revela que o trabalho de reconstrução do clube e do time está a pleno vapor.

Fotos: Ricardo Duarte/ Internacional oficial

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